Osvaldo Morais da Silva

Osvaldo Morais da Silva

Nasceu em 1970, em Ribeira do Pombal, na Bahia, filho de Maria Morais da Silva e de Olinton Calmon da Silva. Autodidata, aprendeu a ler e escrever sozinho antes de frequentar a escola pública, tendo como material de estudo gibis, almanaques, livros de faroeste e cordéis, motivado pelo avô Melquisedek, um grande contador de histórias populares. 

 

Aos 8 anos de idade, Ribeira do Pombal, BA.

 

Estudou as primeiras séries nas escolas públicas do Pombalzinho e no Calazans Guerra. Nesse período já era leitor das obras de Jorge Amado, Júlio Verne, Machado de Assis, Fernando Pessoa e outros. Tomou gosto por ilustração e pintura em papel, parede e outros materiais. 

 

 

 

Em 1982 ingressou no Colégio Evência Brito para continuar o ensino fundamental e médio, onde cultivou diversas amizades e colegas em várias artes, como poesia, cordel e teatro. Junto com Walter Lajes, Paulo Ferreira, José Santos Andrade, Cícero Cavalcante e alguns outros, fundou o grupo de Teatro Étimus, quando estudavam a 7ª série do ensino fundamental (este grupo perdurou por cerca de 15 anos em atividades). No mesmo período, driblaram a censura do regime militar, que proibia agremiações, fundando um famigerado centro cívico, para logo depois transformarem-no em grêmio estudantil.

  

 

Aos 13 anos de idade, Ribeira do Pombal, BA.

 

Aos doze anos de idade já tinha criado uma coleção com cerca de cem poesias manuscritas em caderno escolar. Aos treze anos (1983) escreveu a primeira peça de teatro, O Golpe do Caipira, uma sátira que ironizava a inteligência ingênua do homem da cidade e a esperteza caipira do homem do campo.

 

Escreveu vários textos, em parceria com Walter Lajes, Paulo Ferreira e José Santos Andrade, para comédias como Solte o Riso e Extrapolemos o Riso, apresentadas no auditório do colégio para a comunidade estudantil e do entorno.  

Desde 1984 escreveu poesias e contos, divulgando-os em folhetos de papel tipo ofício mimeografados. Por intermédio destes, recebeu o convite para publicá-los em alguns dos jornais locais, como os extintos Tribuna Regional e Tribuna do Nordeste. Nesse período, ainda menor de idade, participou ativamente da militância nas ruas em prol da Redemocratização e das Diretas Já.

 

 

 Aos 17 anos de idade, São Vicente, SP.

 

De 1985 a 1989 escreveu e dirigiu as peças teatrais Pindorama Brasil dos Aflitos e Cantorias e Comédias, participou de diversos concursos de poesias na Bahia e em outros estados, concluiu o ensino médio e passou a residir em São Vicente, São Paulo.

 

 

  

Em 1990 foi selecionado em um concurso de poesia no Rio de Janeiro, para a coletânea Nova Era, da editora Shogun. Estudou Artes em cursos profissionalizantes, passando a trabalhar com pinturas em silk-screen, em painéis e em quadros com óleo sobre tela. 

  

 

 

Aos 21 anos de idade.

 

Em 1992 voltou para Ribeira do Pombal, quando passou a dar aulas de Artes e Artesanato, no Centro de Ensino Infanto-Juvenil.

 

Em seguida, passou a lecionar História, quando descobriu sua vocação nessa disciplina e, em 1993, passou a lecionar também em Banzaê. 

Em 1996 trabalhou nos Correios, até 1998, saindo para retornar definitivamente à carreira de educador. Em 1998 fez o curso de Magistério para complementação didática. Enquanto isso, suas obra já contava com aproximadamente trezentas poesias, além de diversas crônicas e contos. 

Em 1998, com parte do elenco do Grupo Gedeak.

Entre 1996 e 1998, foi finalista do Festival de Inverno da Bahia, com as poesias “Breve Caviar”, “Sementes” e a obra “Vida Peregrina”, vencedora do troféu de 1997, transformada em música pelo cantor, compositor e poeta Walter Lajes, com o qual tem parceria em muitas obras da cantoria regional. Dessa época até o parte dos anos 2000, esteve na direção do Grupo Gedeak, escreveu e dirigiu várias peças teatrais, entre elas Tempo de Mudar, Até Quando, Natal na Esquina e Legião, sendo apresentadas em diversos municípios baianos.

Em 1999 ingressou no curso de História na instituição AESA-CESA, na cidade de Arcoverde, em Pernambuco. 

 

 

Em 2002, Arcoverde, PE.


Em 2000 escreveu as peças teatrais Brasil com Z e Pombalenses à Luta, as quais foram apresentadas por alunos da rede pública. Lecionou no colégio em que fora aluno, Colégio Evência Brito. Escreveu e dirigiu as peças Tempo de Mudar e Até Quando?, através de um projeto de teatro popular, com apresentações em escolas, instituições confessionais, espaços de eventos, dentre outros, em mais de 30 municípios baianos.

 

  

Como contista e poeta, tem diversos trabalhos publicados em revistas e jornais. Ainda nesse ano, começou a escrever o livro de contos O Semeador do Tempo. 

 

 

 

Em 2003, Lavras, MG.

 

Em 2003 iniciou a pós-graduação em Informática em Educação, na Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, e fez parte do quadro docente do Colégio Leonardo Vinci. 

 

 

  

Em 2004 ingressou no quadro efetivo de professores do estado da Bahia, lecionando na cidade de Cipó. No mesmo ano assumiu também a vice-direção da Escola Agrotécnica de Ribeira do Pombal. 

 

 

 Em 2004, Lavras, MG.

 

De 2005 a 2010 lecionou Informática Básica, Novas Tecnologias na Educação e Metodologias do Ensino de História na Faculdade Regional de Ribeira do Pombal. A partir dessa época se interessou por informática, internet e serviços para a Web. Estudou as linguagens de programação web, como HTML, PHP, Java script.

 

  

 

Em 2007, Faculdade Regional de Ribeira do Pombal, BA.

Entre 2007 e 2008 estudou pós-graduação em Educação a Distância, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), atuando também como web designer na construção de homepages, CMS (Content Management System) e ambiente virtual de aprendizagem, como o Moodle.

De 2008 até 2014, paralelamente à função de professor, desempenhou atividades de educação à distância, com oferta de cursos livres online.

 Em 2016 publicou o livro O Semeador do Tempo e outros contos, pela editora Scortecci.

Atualmente é escritor e professor.