Quem é você mesmo?

Convivemos com inúmeras pessoas, com as que conhecemos, com as que desconhecemos e com aquelas que pensamos que conhecemos. Mas quem conhecemos de verdade? Amigos, vizinhos, colegas de trabalho, parentes?  

Muitas vezes passamos décadas convivendo com determinadas pessoas e nos surpreendemos com uma atitude totalmente inesperada. Conhecíamos mesmo essas pessoas?

Outras vezes filhos, parceiros, amigos, criam situações bizarras, inesperadas... O quanto os conhecíamos?

Não indo muito longe, nós mesmos nos arrependemos de uma má ação que não gostaríamos ou talvez nem imaginássemos tê-la realizado. Então nem nos conhecemos? Será que foi por isso que levou o grande filósofo da antiguidade dizer “Conhece-te a ti mesmo”?

Creio que por isso nós estamos sempre representando um personagem, uma persona, com direito a máscara e a capa que vestimos para esconder quem realmente somos. O problema é que representamos tão bem esse papel, a fim de impressionar os outros, que acabamos por acreditar que realmente somos a máscara que usamos. 

Por isso perdemos crucial oportunidade de crescermos no que realmente interessa, nossa alma, nossa espiritualidade, o eu interior, a centelha divina que brilha solitária dentro de nós. Estamos de tal modo ocupados com o personagem que representamos que esquecemos do nosso verdadeiro “eu”, esse que segue quase desconhecido de nós mesmos.

“Meu reino não é deste mundo”,  já alertava Jesus, querendo fazer aquelas pessoas entenderem que de nada valia passar por cima de tudo apenas para fazer valer as suas imagens pessoais, títulos e honrarias... Pois tudo que tinham ficou no esquecimento da própria matéria, mas o que realmente eram levaram consigo próprios, o ser consciente e eterno.

Então, você poderoso, forte, dono de si, soberano e soberbo, quem é você mesmo?